Eles chegam com oito, nove, dez anos, passam oito anos sendo cobrados por resultado e, quando tem 19, 20 anos tem que responder a esse massacre que é imprensa, rede social, estádio cheio. Se a gente não mudar esse olhar, a gente vai ficar patinando. Não é copiando a Europa que a gente vai melhorar muita coisa aqui, se a gente não olhar para quem é nosso jogador e para o que é o futebol brasileiro, que são os jogadores. Todos esses craques cresceram jogando futebol livremente e sendo criativos. Temos que aprender a lidar com esse tipo de gente. Não é na Europa que sabem lidar com esse tipo de gente, o jogador que vai lá precisando de ajuda vai e volta rapidinho. A cada Ronaldinho, Ronaldo que vai e fica é um Luiz Henrique, um Kayky, do Fluminense, um Matheus Martins que vai e volta. Quase todos vão lá e voltam. O Rayan, se saísse precocemente, ia bater e voltar. O Antony está tendo dificuldade até hoje. A gente produz muito jogador e temos que aprender a lidar com eles.
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