– O preço que cada um paga pela profissão pode ser alto. Eu vejo meu pai e minha mãe envelhecerem à distância. Porque são 18 anos viajando, estando em lugares distintos. O preço mais alto que eu paguei, o único que considero pagar, é esse. Me alijar dos meus pais, vê-los crescer e, quando nos encontramos, já não são os mesmos. Mas me enriqueceu muito, como pessoa, conhecer culturas distintas, tipos de jogadores, pensamentos diferentes. Não é o mesmo como pensa um argentino, um uruguaio, um brasileiro, um equatoriano e um colombiano. Somos todos iguais, mas gerir é difícil. Cada um é um mundo – conta o treinador, em entrevista exclusiva ao ge.